22 de outubro de 2009

Jornal dos EUA abre vaga para 'crítico de maconha'

Leia esta notícia veiculada nos portais Terra e IgNão poder ser alguém formado em história? Filosofia? Turismo?

Um jornal de Denver, no Colorado, está procurando um jornalista para escrever resenhas sobre maconha para uso medicinal.


Não! Estão procurando um jornalista. É preconceito? Só faltou dizer que a expressão 'Jornalista Maconheiro' é redundante. Pleonasmo puro. Estamos desmoralizados.

Aqui o Ministro do STF, Gilmar Mendes, rasgou e jogou nosso diploma no lixo. Lá a rapaziada vai usar o diploma para enrolar o fumo. A galera vai fumar o diploma. Fazer uma tora. Socar com um pincel atômico e, acender com um maçarico.

Voltando ao assunto. O trabalho é fácil porque, além de fazer uma resenha, o doidão pode filosofar à respeito. Sem falar que a redação pode ter dicas de turismo. Afinal, o cara vai ficar viajando...

Você sabe como perguntar e responder ao mesmo tempo? Preste atenção. Em quê os textos serão BASEADOS?

Entendeu?

Prosseguindo...

A maconha para uso medicinal vai funcionar assim. O xinxeiro fala:

"Putz, que dor de cabeça! Ah, vou fumar um que passa!".

Aí aparece outro:

"Cara, não tenho dor nenhuma, mas, vou fumar um também. Antes previnir do que remediar."

Ao ser oferecida em um blog, a vaga do "Westword" recebeu em poucos dias mais de 120 candidaturas.

Esta é a vantagem da não obrigatoriedade do diploma para o jornalista. Qualquer um pode se candidatar a vaga. E, os americanos não vão reprimir consumo de maconha para uso médico. Tá liberado. Todas as cidades da América se parecerão com Amsterdã, capital da Holanda.

Segundo o jornal, o "crítico de baseados" escreverá uma coluna onde dará sua avaliação sobre os diferentes locais onde pacientes com prescrição médica podem comprar marijuana e as diferentes variedades da planta disponíveis, desde as produzidas localmente até algumas, importadas, que chegam a custar US$ 100 a onça (28 g).
O repórter tem que saber onde, quando, quanto e qual a qualidade da droga. Olha ái. Quem nunca frequentou a faculdade de Jornalismo acabou de conhecer o 'Lead'. Uma reportagem básica dever responder a estas perguntas básicas.

2 comentários:

Naty Bomfim,  22 de outubro de 2009 23:58  

Pois é...quatro anos de faculdade e meu diploma guardado...e vai continuar assim...rssss!!!

Fafá Mineira 26 de outubro de 2009 18:08  

Esse lance do diploma foi foda mesmo, hein? Será que não tinha uma solução melhor pra dizer "liberdade de expressão"?

Cá entre nós, não precisavam chegar a tanto. Senti um pouco também (mesmo não sendo da classe jornalística) a tristeza e revolta. A cena que tenho na cabeça é um repórter famoso (não cabe dizer o nome) dando essa notícia. Notei na sua expressão.

Mas aqui, esse lance de filosofar é comigo mesma, viu? Bora pegar esses diplomas serão muito bem utilizados. (risos)

Maconha só falta ser legalmente comercializada, vendendo na padaria. Mas aí vem a pergunta: Como será comercializada e quais pessoas serão os maiores beneficionadores? Já me desanima pensar nisso.

Vamu que vamu que a idéia não para.

Beijinhosss

;o)

PS: ADOOORO...
O blog!! (risos)

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